Um pai mostra fotos de mulheres como se fossem objetos para os colegas no trabalho, mas um dos colegas pergunta se ele gostaria que vissem a filha dele desta forma um dia. Anestesia, por favor.
Um pai conta sobre a coisa mais linda de sua vida, sua filha, e logo depois combina de ir ao puteiro com seus amigos. Ele bebe todo fim de semana. Anestesia, por favor.
Uma vegetariana critica pessoas que comem carne e diminui pessoas de uma religião diferente da sua. Fuma maconha para relaxar quase toda semana. Anestesia por favor.
Uma mulher luta contra o sistema e toda a injustiça social dentro do seu alcance. Raramente se encontra com os amigos fora de um bar. Anestesia, por favor.
Um homem luta contra sua necessidade de sempre parecer uma fortaleza e estar bonito. De ano em ano faz regimes e malha bastante, mas à noite não se segura e come compulsivamente. Anestesia, por favor.
Um homem rebate a carência com mais encontros, e não percebe pela linguagem corporal nem pelo beijo que ela não está afim hoje. Flashes do encontro passam em sua cabeça o tempo todo quando ela fala que se sentiu desrespeitada. Anestesia, por favor.
sexta-feira, 31 de março de 2017
quarta-feira, 22 de março de 2017
Escafandro
Um urbano acorda e sai da jaula
Agarra as presas, geladas da geladeira
Vira pro lado e um inimigo o espreita:
é o relógio que indica - são seis e meia!
Sai correndo de cipó em cipó
Ele passa a catraca e o facão do bilhete
"Com lincença" ele grita feito o Tarzan
Corre coitado, já passou das sete
Ninguém em volta é luz na clareira
São lamentações crescendo
São flechas certeiras
No caminho, na rua, na empresa
Tudo para minar a certeza
É um mar denso e escuro
É um grande mergulho
O urbano então veste o escafandro
Malandro, sempre escapando
Da pressão externa, dos perigos do mar
Mas se fica ali por tempo demais
A sua armadura cede e ele pode afogar
Então volta urbano, já pra superfície
Nada pra cima, e toma um ar
Aos poucos você lida
com os perigos lá em baixo
Mas por enquanto aqui
Ainda é seu lugar
Agarra as presas, geladas da geladeira
Vira pro lado e um inimigo o espreita:
é o relógio que indica - são seis e meia!
Sai correndo de cipó em cipó
Ele passa a catraca e o facão do bilhete
"Com lincença" ele grita feito o Tarzan
Corre coitado, já passou das sete
Ninguém em volta é luz na clareira
São lamentações crescendo
São flechas certeiras
No caminho, na rua, na empresa
Tudo para minar a certeza
É um mar denso e escuro
É um grande mergulho
O urbano então veste o escafandro
Malandro, sempre escapando
Da pressão externa, dos perigos do mar
Mas se fica ali por tempo demais
A sua armadura cede e ele pode afogar
Então volta urbano, já pra superfície
Nada pra cima, e toma um ar
Aos poucos você lida
com os perigos lá em baixo
Mas por enquanto aqui
Ainda é seu lugar
segunda-feira, 20 de março de 2017
manhãs frias e ensolaradas.
simplesmente tantas memórias boas ligadas a essas duas coisas, e quando elas voltam é impossível não brotar um sorriso no rosto. mesmo com momentos ruins associados a elas, mesmo lembrando que moradores de rua lutarão com as baixas temperaturas, mesmo com as imagens de noites durando 16h no inverno distante dos trópicos. é preciso que alguém esteja bem no frio para cuidar dos calorentos, assim como eles cuidam da gente no calor. é preciso ter um radiador na casa, feliz por estar ali abraçando a todos na noite fria.
e ah, no frio dá pra se vestir maneiro também.
simplesmente tantas memórias boas ligadas a essas duas coisas, e quando elas voltam é impossível não brotar um sorriso no rosto. mesmo com momentos ruins associados a elas, mesmo lembrando que moradores de rua lutarão com as baixas temperaturas, mesmo com as imagens de noites durando 16h no inverno distante dos trópicos. é preciso que alguém esteja bem no frio para cuidar dos calorentos, assim como eles cuidam da gente no calor. é preciso ter um radiador na casa, feliz por estar ali abraçando a todos na noite fria.
e ah, no frio dá pra se vestir maneiro também.
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